terça-feira, 27 de junho de 2017

Suspense garantido ou sua gasolina de volta.

Sem partida elétrica é suspense garantido ou sua gasolina de volta.
Veste jaqueta, põe luva e capacete, e vai, rec rec rec, acha o ponto e quikca,  os pistões se fazem de rogados, nem sinal de vida.
Rec, rec, rec,  a tinhosa, mestre da falsa esperança, faz descompressão, rec, rec, rec e quicka, quase liga, só que não .... 
Rec, rec, rec, um  peido de óleo queimado pufff... expressa seu desprezo imperial.
David Mann - Eterno e Onipresente 
Rec, rec, rec, avanço no ponto, proposta indecorosa ao pé do cilindro: te  pago um  drink de gasolina com direito a talento no carburador... e rec, rec, rec, a birrenta vacila, mas não se deixa levar.     
Rec, rec, rec, entojo total, a inescrupulosa funciona, espera a comemoração dos súditos, aí, não segura a marcha lenta...  e faz aquela cara de morri sem querer, a culpa é sua....  
Calor, quente, queima, tira capacete, ranca luva e jaqueta e rec rec rec, filha da puta,  a cara de malvadão disfarça bem o contragolpe na canela. 
Já virou  atração,  aposta, torcida contra e a favor, pegar de primeira é chatão, arromba o suspense,  acaba o glamour encardido. 

E rec rec rec, a exibida cospe óleo,  simula afogamento,  resmunga e nada. 

Traquitana com quick é mesmo só para quem tem muito amigo.... quando um se dá por vencido, outro assume o posto, na fila já tem os malacabados, de zóio brilhando a fim de tentar o feito, e rec rec rec e tenta um, fodeu o joelho, tenta dois, tenta três...  faceira, faz que vai, mas fica.

E rec, rec, rec, volta o pai da criança com ânimo renovado, garboso e confiante e rec, rec, rec,  a faísca é prospera e ruge o motor... puta que pariu, pegou! 

É tão irreal quando pega, que até parece  que foi feita para não funcionar, marvada.  

Making-Of
8º Evento de Springers e Motos Clássicas  - 16/07/2017 - Rua Xavier de Toledo 334 - Centro - Santo André 
Participe dessa história. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

ROLÊ AZEDO

David Mann - sempre providencial. 
Opá, vou também... cadê a chave da Shovelzinha?

Só porque os caras queriam andar de chopper, foi uma trabalheira danada,  daquela de sempre, uma pega outra morre... liga a Garfuda, quicka a  Gengis khan,  esquenta Evo, pinga óleo ...  corre calçar os coturnos, empresta capacete, caça os óculos escuros, fecha a casa,  engana o cachorro e sai.
Depois de abastecer, mais uma tradicional sessão "uma pega outra morre", veio o aviso: Estou sem documentos. voltar buscar que nada...tudo malvado.
Trânsito sem explicação e da-lhe bloqueio da polícia... azedou

Rapaz, e o outro retrovisor?  Sr. trata-se de uma autêntica motocicleta 1952 original, (a Gengis Khan - uma chopper com mais mutação que soja transgênica) é assim mesmo.  Assim mesmo? Um ISSO seguro e reumbante colocou fim na proza. Meio desconfiado, o Guarda Belo coçou a cabeça e mandou seguir.

Bateu o zóio  na Garfuda,  aquela do cabra sem documentos, que cumprimentou a poliça e fez que entendeu que o "pode passar" era para ele , engatou primeira e saiu de fininho.

Na Shovelzinha, (setas em coma, velocímetro desmaiado, mas com o motor tinindo)  me fiz de do lar e recatada ... colou.

O outro homem da lei, olhou  meio de esgueio, fez vista grossa para o capacete jegue,  não entendeu a frente springer, e não sabe que aquele coiso ali  perto do pneu é uma sirene, mandou ir, o único cara mais ou menos pela ordem,  fechando o trem do azedume passou também.

Cada "cigano, oblíquo e dissimulado" passou pelas viaturas do jeito que pode...

A única coisa certa, certa, certa mesmo, era o tercinho finamente enroscado na Garfuda - usado na oração, reza, mandinga e amarração para a polícia não parar a gente.

Já no Rodoanel, gelado páporra,  algo cromado, libertou-se graciosamente de uma das traquitanas, bateu na faixa e foi abduzido.

Seta e freio pra quem tem... todo mundo no acostamento... e procura, que procura a tampa do tanque que esgueirou-se sorrateira mato a dentro...  aproveita para fazer uns retratos fora da lei, fumar um cigarro e prozear, faltou mesmo a garrafa de café.

Encostou a viatura: Algum problema? Procuramos uma peça que soltou da moto... , o policial scaneou  o cara  enfiado em uma calça engraxada no melhor estilo "Dentinho"... fez cara de reprovação, mas os berros da turma mais acima: Aquiii... Achoooou, achooooou... corroboraram a versão do calça-suja. Seu Guarda obrigado, já achamos.. ligou o giroflex e vazou para não zuar
o plantão.

Vazamos também.... puta rolê azedo da hora.

Making-off
Teve ainda uma tocaia  do Sr Rodoviário na saída do pedágio só para dar emoção.



 




terça-feira, 28 de março de 2017

KILLometros II - versão para quem não tem preguiça de ler


Nos idos de 2014, seduzida pela idéia de vagar nas pradarias do  Wyoming feito um siox desgovernado topei encarar os 1000 e poquinhos kilometros até Dourados - MS, depois mais um tantico de estrada até Pontaporã , e depois só atravessar a avenida para adentrar ao território paraguaio na fronteiriça Juan Pedro Caballero.
Bagagem ecomômica , justamente distribuída em 2 kg para cada alforge.
Antes do amanhecer , eu meu cangaceiro, o cangaceiro da minha amiga e mais um amigo
 nos desvencilhamos da cidade  e acessamos a rodovia  Castelo Branco sentido até acabar.
Já na Raposo Tavares, um congestionamento chato de transpor, reformas e estreitamentos na pista combinados a um calor de fritar os miolos completaram o kit desgraça do almoço.
Vencido o contratempo, paramos num posto, onde nos deparamos com a ambulância do resgate.

Bem que eu estava na precisão, mas eu não chamei ...  um rapaz acabava de cair do telhado em obras.
Arre que a bruxa passou a vassoura, valei-me Nossa Srª da Graxa. O moço foi socorrido e nós seguimos viagem .
A ponte do Rio Paraná, uma imensidão de água até onde o sentido alcança- bonito demais.
Abastece, toma café, roda nas pradarias, abastece, toma café , roda nas pradarias ...  por Nova Andradina  o caminho encanta e faz valer a pena a kilometragem.
Apagada a luz do dia e anda-e-para até parar de vez, a 120 km  do destino,  topamos com um acidente daqueles bem retorcidos.
Malestar geral...  depois de uma eternidade o fluxo segue.
Encardida, quebrada, e passada pelo moedor de carne, vista cansada, a estrada um breu da peida, quem mandou querer ser malvada.... chupa que é de uva, senta que é de menta e rebola que é de cola, pronto falei.
Tive um xilique de dondoca, dentro do meu capacete, quando a placa escrito "Dourados " apontava para um lado e meu capitão nos puxou para o outro, mas a partir deste ponto, rapidamente chegamos à sitioca da minha querida cunhada, Zezé, eu te amo!
 Tudo que eu queria era chegar, chegar , chegar ...  foi orgasmico por a moto no descanso e lavar a minha cara suja e cansada.
A recepção foi tudo de bom com churrasco e festa. (tá bom,  não como carne, mas tinha salada).
Vou contar que eu estava com birra da moto, bode mesmo, nunca mais queria por a bunda naquele banco ...coitada da carburada. Bom mesmo era escorar minha carcacinha em algo que não tem meios para se locomover.
Ainda assim,  seguimos, de moto,  da sitioca para a casa na cidade onde uma cama boa nos esperava, a recepção foi digamos ... surpreendente: Umas sirigaitas douradas,  abusadas, ao avistarem MEU cangaceiro começaram a pular na porta do boteco feito umas cabritas - Ow ow owwww  para aqui .
Hein? Rodei mais de 1000 km ouvir essa, me economize perua  .... para aqui teu tobinha ... bando de malacabadas, projeto falido de garupeira, voodu das pradarias... desinfeta piranha, tira o zóio maria garupa, mangalô três vezes...
Na manhã seguinte , passada a birra,(da carburada, não das douradas), engatei primeira e seguimos pela BR-463 sentido Ponta Porã.

Setembro, vai ter os repetimentos.... tem coragem?
Aviso aos marmanjos que o roteiro de 2017 não inclui o boteco das sirigaitas.

Faltou contar os perrengues da volta: lobo na pista de madruada, marvado que arregou e dormiu na varandinha do posto, gente trocando escapes rabo-de-peixe por salompas...


segunda-feira, 27 de março de 2017

COMO SALVAR UM DOMINGO

Diz que Domingo é dia de louvor,  o caso é que se trata de dia meio sem jeito, na antecedência da o/tediosa segunda-feira, ar fúnebre, enterro do fim de semana.

Para salvar esse dia, necessitou dormir menos, tomar mais café, teve os precisamentos de uns cabra descendo de caçamba de picape, feito figurante de filme de gangue mexicana, teve de  virar torneirinha de carburador, pedalar quicks sem miséria, improvisar carga em bateria preguicenta, uma pega outra morre conforme a combinação.
Para salvar, teve de formar o tradicional  "Trem Ostentação", empurrar Chopper birrenta que esperneou e quis carona, providenciar a santa gasolina nossa de cada dia...
Precisou também de sol amigo reluzente nas motocas, de lanche no capricho, de bebida de vikings ou botequentas, chope de Tuk-Tuk, e água gelada.

Para salvar, salvar mesmo o domingo, precisou das velharias barulhentas, motos clássicas  e traquitanas orgulhosas, de mancha de óleo e ferrugem, e mais e mais amigos, encardidagem geral, abraços sem frescuragem, felicidade estampada em couro e cromados, de causos de viagens, de lembrar asfalto passado e combinança do asfalto no por vir.

Precisou também de futuros pilotos, de criançada danada, de tatuagem de chiclete, e fiéis escudeiros caninos, de malvadões e malvadinhas, Cangaceiros e Lobos e tantas outras cores. Teve precisão de uns marvados firme nos organizamentos e na função, e sai pra lá tentação!

Para o salvamento, careceu de live Rock&Roll, da leal banda, que tardou mas não falhou, e de garotas e cabelos e cores, de um pouco de batom e tatoos, precisou da noite chegar de fininho, do batidão da traquitana no caminho de volta,  e não ligar a televisão. 

Making-off
6º Evento de Springers e Motos Clássicas de Santo André, emplacou em mais um domingo salvo.

Agradecimentos a todos que participaram e de quebra ajudaram no salvamento...


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

110 ou 220 ?


SIM, era a resposta padrão mesmo antes de se terminar a pergunta.
Aquele converse não dava ousadia à perguntas descabidas:
Quando?
Onde é?
Quem Vai?
Qual estrada?
tem lugar para dormir ?
Bagagem sumária, peruzinho ou coquinho casca de ovo, bandana na cara,
Na chuva, afogava na bandana, no sol cozinhava os miolos.
Molhar e secar na estrada, quem via previsão do tempo não se divertia
Na falta de  roupas tecnológicas, o frio era mais congelante e o calor vulcânico,
Sem gueri-gueris técnico-exibitivos-online, nada de postar, ou ostentar,  só viajar
Foto era de máquina mesmo,  depois estreou a digital.
As cilindradas menores,  e  estradas sem fim.
Todo por do sol parecia arte do David Mann.
Caixinha de ferramenta sempre um mais precavido sacava.
HD com injeção não tinha nem por novidade, era só batidão carburado, mancha de óleo e
peça pra todo lado.
Valia também Viraguinho,  tava "muntado"quem fosse de Shadow-Personalizada,  DragStar, Marauder, Traquitanas Chopers com motores variados, Cebolutions, e outros trécos causadores de dor nas costas e vento na cara.

Agora, a gente pergunta se a tomada lá é 110 ou 220. Puta que pariu!

Making-off
110 ou 220?

Tá, naquela vez caí em descrédito no que tange à bagagem sumária...






Rodeo Motorcycle - Sorocaba - demora mas eu escrevo ....

A foto peguei emprestada  do Lord of  Motors se souberem a autoria, avisem-me
Dada a  largada,  embalaram as traquitanas na pista de terra, num de tal  rabiar, endireitar e acelerar foi poeira geral. Teve miliduque rebelde, meninos-lobos intrépidos, cangaceiros e pilotos veteranos fazendo bonito.
Na bateria das honoráveis senhoras,  só panhedão e shovel enrolando o cabo, Old-Lobo faceiro na briga. 
Tombos e pegas na neblina marrom, cospe tijolo,  sacode o talco de terra da bunda, amunta na cadeira elétrica e vai.  
Hot-rod exibido em danadice no terrão vermeio. Frankestein-cabeção atarraxado na garupa da vespa vaquinha do Animal. 
Sombra, água fresca e camaradagem do amigo Vetrano no stand da FlatHead, food trucks, pimentas, doces e traquinagens. 
Diz até que o Mollambo tomou um bico de Jack .... será? 
Volta olímpica, de moço nu, pelado, sem roupa, finalizada com anjinho de neve no poeirão seguido de sumiço misterioso. 
Pista iluminada pelo impagável maiô borat verdão vagalume, entalado no fiofó de outro jovem lord de plantão.
Marmanjo acampado na Van  da Trust Motor com direito a café da manhã,  o Marcinho perdeu de cobrar a estadia dos malacabados. 
Lenda, história para contar e duvidança do povo. 

Making-off 
Eventão, quero de novo! 



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MULAS NÃO, MOLAS

Estrada dos Tropeiros,  régio trajeto do Imperador e nobres figurões, história do café nas beiradas da Bocaina, generosa nas curvas sedutoras, caminho da carroça selado no asfalto, segue o batidão carburado das Springers, desta vez molas, não mulas percorrem o caminho sem querer chegar.                                                                    

Fincados em beira de rio, os lugarejos, casarões,  Solar de Marquesa,  Baronesa ou Putesa, vestígios do fervo nos anos torrados do império cafeeiro.

Vale a  foto na ponte  bonita sob a Represa do Funil,  a estação de trem Belga, e visão das muitas janelas azuis.

Barão, Preto Velho, pomposa sinhazinha e mucama, ainda podem tentar a sorte nas fazendas viradas em hotel.

Bananal, última fronteira paulista, ranger de madeira noite a dentro no casarão, diz que a presença invocada é o boticário da fazenda, assombração benevolente, na cura dos ressacados, zoiudos e glutões. 

Esplendorosa serra aporta em Angra dos Reis, buracos de minhoca: túneis rústicos, cavucados na pedra,  breu sinistro, chão duvidoso, pinga água, verte óleo, sem frear, acelerar ou respirar, primeirinha, é só passar e pronto. Carcaças rodadas se esticam em Angra.

O vorteio no “quarteirão” fica mais bacanudo, depois do café na beira do cais em Paraty e marcha baixa na subida forjada por entre suntuosa mata, caminho de Cunha, curvas sem miséria, assim compensa por antecipação a Dutra chata e Rodoanel sem novidade.  

Making-off
Os eternos trechos em obras e off-road compulsório na SP 068 foram regiamente recompensados pela moldura da Serra da Bocaina, cafés charmosos, e centrinhos históricos de passagem obrigatória.

Agradecimento ao Tio Guto que compartilhou a malandragem para passar, sem cair e nem morrer, nos Tuneis de Minhoca, enfiados na Serra da Minhoca por ele assim batizada. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

UMA PEGA, OUTRA MORRE....

Ao terminar de quickar a última traquitana a primeira já engazopou, fez drama e apagou.
Trem fantasma, Balaios ou não em marcha, pit-stop na sede do Lobos.  
Juntadas mais umas cadeiras elétricas, mais quicks , mais mancha de óleo e mais velharia na gana de engazopar. 

As choppers mais malvadas do ABC, Panheds até enjoar, e evos engomadinhos desembarcaram no ladeirão. 

Panhead empacadeira faz pirraça no farol ... uma pega, outra morre ... é a combinação

O Dentinho, invejado pela crítica, e aclamado pelo público,  desavisado do troféu na parada, com um assessor, tradutor, e promoter improvisado, faturou o prêmio dos gringos. 

Na volta o aclamado chamou a reserva e só viu jeito entrar no posto de repente, o trem fantasma passou direto, sempre estacionam 2 onde não pode, para esperar. 


Dentinho que não passa nunca ... toca telefone, acabou a gasolina de quem? Barulheira de avião, quem é para avisar? 

O carinha da Honda vintage vermelhinha  viu 2 parados, e fez a volta (uma puta volta), veio ajudar, correu a pé no posto,  quickou um harlão pela primeira vez. Resgatou o velho Dente, pegou carona daqui alí, amuntou na motinho ,  entornamos  no encalço do trem.
Um tantinho na frente, outro marvado, cara de brabo, cigarro na mão, a escorar uma chopperzona de tanque seco e carburador magoado.   
Reunião no posto,  cangaceiro para coordenar, novo resgate armado, segue a vermelhinha 
com o tradutor, interprete e promoter na garupa e galão de gasolina na mão. 

Chopperzona,  malvados e Vermelhinha de volta, café , água,  recapitulação: 
Panhead empacadeira faz pirraça no farol ... uma pega, outra morre ... é a combinação

Making-Off 

o Nick-Quicker de Honda vermelhinha salvou a noite duas vezes, o promoter é o Chicó, diz que a Shovel dele ficou tarada e beijou um carro na madruga.
O Dentinho é o Dentinho e mereceu demais da conta o prêmio. 
Evento Choppers Forever -2016 
Da Vila Madalena ao  ABC, mais de 3 horas, não dá para não lembrar. 
Quem quiser retribuir a kilometragem, Encontro de Springers e motos Clássicas em Santo André 28/08/2016 


terça-feira, 2 de agosto de 2016

AZUR

Nas pradarias do Mato Grosso o Forasteiro encostou sua traquitana em  boteco botequento, cobiçou um ovo colorido, mas pediu um café.
Os peão discunfiado, poeira na alma e peixeira na cintura, se alevantaram para ver quem vem lá.
Boa Tarde, diz que nessa terra tem cachoeira bonita, morena trigueira, cerveja gelada e disco voador.
Oiqui moço, disco avuador nunca vi,  moça formosa, cerveja e cachoeira, temu sim,  o Sr. até parece que nem nóis, só o cavalo que é deferente.
Cerveja e causos de roça, causos de estrada, amizade de beira de pista.
Na fazenda tem uma mota dessa que nem que a vossa,  cavalo de aço azur, só que veio cumas mola na frente.
Fala mais disso daí,  homem!
Rapaiz,  o Patrão veio da Alemanha,  cheio de tric-tric, diz que era sordado,  compro terra e fez família, inbrasilerou, depois pareceu com a tar da motocicreta, a brabeza da Patroa mando sumi com aquele troço barulhento,  isso pá mais de 10 anos, a coisa foi  ficano... ficano... e tá no garpão inté agora. 
O coração do Forasteiro acelerou.

Making-off

Em perfeito estado de conservação, chaves, manual e nota fiscal,  após  desalojar umas famílias de aranha, limpar o coco da galinha e encher os pneus – A Azur é a visão do paraíso. 
By David Mann 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O Borracheiro

Frango caipira com síndrome do pânico, cachorro brabo saindo de fininho e mula mansa mais empacada que Panhead temperamental,  são provas irrefutáveis de lobisomem no perímetro. 
As feições encovadas,  barba de sobra ,  braço peludo e cara suja de graxa não contribuem em juízo contrário. 
Noite de lua cheia o Borracheiro,  amunta na cinquentinha e açulera para o sítio, afim de uivar em paz, devorar uns frangos crus e quentes e tocar o terror nos cachorros da área - programão, ou quem sabe rolar e coçar as costas no terreiro de café e finalizar o banho de lua capotado com as quatro patas para cima - gostoso. Talvez encontrar uma Lobismina para um flerte selvagem e irresponsável - mais gostoso. 
Sei não, o fato é que passados muitos anos o Borracheiro abriu uma bicicletaria bonita na cidadezinha, ninguém mais tem medo de lobisomem, os negócios vão bem e pronto. 


Making-Off 
Não tem, e não adianta perguntar qual é a cidade.  


  
Não há fotos de lobisomem andando de cinquentinha
http://www.yoshihitotomobe.com/yoshihito/vibes%2001/z226.htm 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

GUARDIÃ


Motoqueiro rabugento, boa pinta e metidão, desligou a Viuvinha Negra.
Ao adentrar à casa, sua coragem rastejou para baixo do sofá, feito cachorrinho novo.


Tal qual mesinha de centro, uma assombração de calça jeans, guardiã imóvel da sala montava plantão ... na indecisão de ficar ou passar, o bundão acelerou e encontrou caminho pela direita.

No momento crítico da "ultrapassagem" quando  espremido entre o sofá e visão fantasmagórica, a luz apagou-se.
Restou ao valentão subir as escadas aos berros e solavancos, refugiando-se em  fervorosas orações à Nossa Srª da Graxa, na intensão de que a Tal lá da sala não viesse em seu encalço. 

Acordados todos na casa, seu Mané pai muito brabão, surrou Hector com uma calça jeans que encontrou de pé no meio da sala, o rapaz, por sua vez, fez o mesmo, com as duas irmãs,  acusadas injustamente  pelo engenho da armadilha sinistra.
A suposta  artimanha teria sido concebida pelas prendadas mocinhas ao recolherem uma calça esturricada do varal.


Making - off 


Causo  do século passado ,  quando calça jeans era de jeans, duro e pesado e sem frescuragem,
Sei, por fontes seguras, que a luz apagou sozinha mesmo.
Troquei uns nomes e coloquei uma graxinha para dar emoção,  

 Créditos da "foto" http://www.yoshihitotomobe.com

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

FUMACENTA


Diz que em noite sem lua, tem luz de mansinho alumiando no meio do cafezal, desliza amaldiçoada procissão de gente sem cara, e velas à mão, rezando Pai Nosso do avesso,  condenadas à escolta de caixão que avôa 7 parmos do chão sem cair nem bambear.

Hordas de colonos a largar mão da lida por conta da maldição.

Personalidade rústica e cara vincada, sendo capataz, briguento e impetuoso, fazia ronda no cafezal montado em belo alazão Malhado... só que não... vou “amuntar” o peão em bela inglesinha que sinhozinho, menino coxinha, raptou de Londres,  caiu, ralou-se, desgostou e pronto. 
  
Na duvidança da crendice do povo, o valentão guardou tocaia. 

À visão da tal de luz, acelerou em trovoada de óleo queimado e fumaça branca, sacou a garrucha: Se for coisa Santa, que Deus que me perdoe, se for do Diabo, que Deus me proteja, porque vou passar é fogo....

Foi tiro e debanda geral, poeirão e assombração catando cavaco pelas 3 fazendas da redondeza, ancorado em terra vermelha ficou o caixão que avoava, desconfiança ... no bico da bota abriu a tampa, jaz sagrados grãos de café tipo exportação.  

Making-off

Diz que por “indulgência” da sinhazinha, ele conseguiu a posse da Fumacenta, a qual o cabra pegou amor, na moto, não na sinhá.


Reza a lenda que o capataz morreu muito velho e turrão, na ocasião em que rebentou a inglesinha na ribanceira.

Não se sabe se caiu porque morreu ou morreu porque caiu, mas diz que em noite fechada, há quem veja fumaça branca nos cafundós da fazenda virada em hotel chique.

terça-feira, 23 de junho de 2015

DEU MERDA

A Shovel quebrada retardou a saída , fora isso,  sempre tem quem precise abastecer, calibrar ,consertar e acelerar.
Com destino a festança Confederada, sol amigo sob um trem bonito de traquitanas
carburadas , ou não , springers ,  ou não , harley davidsons sim.

Aviso  “CARGA VIVA”  estampado  no caminhão, melhor passar que ficar , baixa uma e acelera.
Por seu turno, a bucólica vaquinha malhada, fiofó frouxo , despretensiosamente , deu vazão a sua necessidade estrumal.
Não teve jeito, o cara do “recolhe” e o penúltimo felizardo, os solteiros mais serelepes do oeste paulista, foram agraciados com uma glamorosa chuva de merda .

Pit-stop no posto para checar o caminho, tirar sarro , limpar  cocô , e tomar café.

Making-off

27ª Festa confederada  - Stª Bárbara do Oeste . Valeu a pena cada  km de estrada de terra,  pedregulho solto, poeira  e cocô nos amigos.
Tadinhos !

TÁ (OU) VINDO?

Carburadas na poerinha de chão batido, ilusão de acertar o
caminho, sem lua,  nem estrela, só neblina adentro.

Depois de duvidar, fazer o nome do pai e bifurcar à esquerda e à
direita , barulho de carroça desgovernada retumbante.
Tá (ou)vindo?

Manobra rápida das traquitanas para lateral beira-porteira, estrondo e silêncio na encruzilhada . Gasolina gelada nas veias.
Sem carroça, cavalo ou cavaleiro, para socorrer, meia volta,
freio-motor à toda prova e fog no retrovisor.

Eu hein!

Making-off
História da Roça,  narração original da Tia Palmira do MS, só
encardi, taquei um pouco de gasolina e pronto.

terça-feira, 17 de março de 2015

CLASSE MÉDIA PUTARIA

CLASSE MÉDIA PUTARIA - não, não é uma classe socioeconômica, 
é um estado de espírito, vou dar uma palhinha: 
É a dondoca e foi para a Paulista reclamar que está mais difícil fazer comprinhas em Miami , e julga você um motoqueiro filho da puta. É aquela patricinha entojada tentando caçar um partidão na passeata, esta lady sempre fecha a sua moto e depois te xinga. 
É o cara - Você sabe com quem está falando? - engomadinho, sonegador e "forgado" que acha que a lei não vale para ele, te fode no trânsito,  mas teve a pachorra de pintar a cara de verde e amarelo. 
É o coxinha acelerando no protesto, porque com as verdinhas em alta ficou dispendioso empetecar aquela penteadeira de puta que só serve para dar voltinha no quarteirão.
É  distinta coroa bonitona que para na vaga de idoso para não estragar a chapinha no dia de chuva, e desfilou sua bolsa de grife no Avenidão. 
É o playboy espertão que ralha contra a corrupção,  mas derruba a sua moto no estacionamento e sai de fininho 
É o tiozão , "gente boa",  tão insubstituível quanto incapaz assumir qualquer responsabilidade, esse também derruba sua traquitana e vaza.
São os pais de primeira , segunda, terceira viagem, que eternizam o DNA da intolerância (incluída na porra da falta de educação dos fedelhos). 
É estar sempre certo, e ter uma disposição férrea para enfiar o dedo na cara de quem pode menos, e se estiver de moto por perto o azar é seu.  
É a gostosa e sarada do nariz bonitinho, que até vai na sua garupa, mas se der moleza, faz você vender a sua moto para comprar uma merda de sofá ostensão. 
Muito da classe média PUTARIA eternizou em selfies narcisistas o seu cansaço para com a democracia.  

Making-off 
Pámordiquê? 
Coxinha - o termo que já foi gíria exclusivamente biker,  agora está em alta na mídia.. vai entender...