quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Janaina e Zefaberry

Já faz mais de ano.
Sem GPS, sem capacete,  mas com muita vontade de torrar a limpinha e cheirosa gasolina gringa, amuntamos nas de quem pagar Janaina e Zefaberry.
O plano era facinho, sair de Rapid City (retirada das motos)  e voltar ao hotel em Spearfish,  rododando o máximo nas 24 horas em que as Heritages estivessem sob nosso poder,  percorrendo as divinas estradas que serpenteiam a Black Hills National Forest, (SD), centro-oeste americano, palco de batalhas, massacres, aventuras e bang-bang de verdade,  terra sagrada para os Oglala Sioux,  e para os motociclistas (yes, estou falando de Sturgis e adjacências).
Sturgis que dispensa apresentações foi parada obrigatória para a clássica foto na placa da cidade. 

Dead Wood, foi o segundo  pit-stop, diz que lá o honrado e imatável  “Wild Bill” Hickok,  perdeu a vida, o Sallon Nuttal & Amp Mann No. 10, onde se deu a crocodilagem continua em funcionamento.
Depois aceleramos até Hill City, onde também tem um centrinho histórico bonito,   maria-fumaça que funciona, museus legais, e com sorte alguma banda bem red neck em ação nos botecos, digo, sallons. 
Seguimos até Custer, nome que se deve ao mais famoso matador de índios do Oeste, o General Custer, líder da 7º Cavalaria, o  cabra  tomou um pau homérico do Chefe Touro Sentado e seus Bravos na batalha de Little Big Horn, Montana,  ocasião em que o militar bateu as botas e já foi tarde, amém!  ... mas não vem ao caso.
A partir de Custer o que era uma despretensiosa "volta no quarteirão"  transmutou-se em um role pelas  pradarias do
Wyoming,  tudo culpa de uma placa que estampava um cruel:
NO PAVIMENT - sem tempo para tradução, entramos na parte off road de uma serra linda, era uma reforma que transformou a pista em um terreno hostil. 
Nem fudendo volto por ali..., só se o Chefe Crazy Horse puxar o trem,  na falta da honorável assombração, mantive  recusa em pegar o retorno e seguimos em frente, muito em frente,(vide o mapa), a estrada era a  Hwy 16, iquenhequesabia...
Eu, feliz da vida, feito uma Sioux desgovernada vagando pelas pradarias,   de vez em quando aparecia uma caixa d'agua com nome de  cidade  quinemquidi filme: Newcastle, Osage, Upton, Moorcroft, em uma dessas a menina do posto explicou certinho como chegar a Sundance, lugarzinho familiar, onde uns dias antes visitamos uma loja HD e almoçamos em um restaurante daqueles que ostentam chifrões na parede do balcão de parzinho com a  Winchester, um texano bigodudo me disse algo que graças a Deus não entendi (?!?!?) e ainda conhecemos uma família de Irlandeses, num sei, só sei que foi assim.  
De Sundance não tem segredo, é só pegar a I-90  para o lado certo que chega no hotel.
A teimosia resultou em um role de 296 milhas (cabalístico né!?) em kms foram cerca de 480... de bom tamanho para uma tarde de improviso.  
Na manhã seguinte, com pouco tempo  para rodar, tentamos a sorte na charmosa Lead,  onde jaz minas das quais se conta que saiu muito, muito ouro, cavucaram tanto que tiveram que mudar umas casas da cidade de lugar, pumordique  ia despencar tudo, lá tem também uma moça que dirige um caminhãozinho e vai a regar floreiras suspensas e  jardins que colorem a cidade,  quero o emprego dela! 
Paramos em uma lanchonete da horinha onde tomamos o café da manhã.
No momento de entregar as motos foi a maior dor no coração, tive que desapegar,  expliquei para o moço que elas tem nome, Janaina e Zefaberry.... ele repetiu com sotaque os nomes das motos, riu e me chamou de doida, (essa parte eu entendi)  e as deixamos lá .... que dó. 
Na próxima que os bons ventos nos levem, de moto, ao Memorial Crazy Horse, Monte Rushmore, Devil Tower e Bad Lands.... que de carro não teve o mesmo gostinho.



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